Arquivo da categoria ‘Comportamento’

A cidade onde o tempo parou

quarta-feira, março 17th, 2010

Uma cena de rua: Elgin Park na década de 1960

Elgin Park é um lugar mágico, no meio-oeste dos Estados Unidos. Por lá, o tempo parou, no início da década de 1960.

Na realidade, esta cidadezinha é uma criação de Michael Paul Smith. Ou melhor, uma recriação do mundo onde passou sua infância e adolescência.

Michael nasceu em Pittsburgh, em 1950, e tem muitos talentos: já ilustrou livros, desenhou cenários para museus e fez maquetes para arquitetos. Também foi pintor de paredes e montou vitrines para lojas.

No alto, Mark Paul e o cenário que usou para a foto noturna abaixo

Faz 25 anos que Michael faz fotos assim. Elas mostram modelos de carros colocados em cenários construídos por ele mesmo, usando papelão, plástico e, às vezes, material impresso, como cartazes.  

Os prédios são em escala aproximada de 1:24, quer dizer, um centímetro corresponde a 24 na vida real. Como os carros nem sempre são na mesma escala, ele os coloca mais ou menos afastados das construções e, nas fotos, eles parecem ter o tamanho certo.

O fundo desta foto é real, um lugar à beira de uma estrada

Para efeitos especiais, ele usa coisas simples: a neve é bicarbonato de sódio. O interior dos prédios, em geral, é iluminado por lâmpadas de árvores de natal e para registrar as cenas, às vezes ele usa apenas uma única lâmpada comum. Muitas vezes, usa como fundo paisagens reais, descobertas em estradas ou na cidade. Nenhuma das fotos é retocada: ele só usa o Photoshop para colocar filtros coloridos nas imagens que faz, usando uma câmera digital bem simples, de apenas seis megapixels.

Faça uma visita a Elgin Park na galeria. Vale a pena mesmo!

Você pode encontrar mais fotos e acompanhar novas cenas de Elgin Park, à medida que Michael Paul Smith for criando, no site http://elginpark.smugmug.com/. As fotos dele também estão no Flickr.

O que dizem as placas: bicicletas aqui, não!

sábado, março 6th, 2010

Que placa é esta: proibido o trânsito de bicicletas

Onde costuma estar: em ruas ou estradas de muito movimento e onde os carros andam em alta velocidade

O que ela quer dizer: não é permitido andar de bicicleta nesta via por ser muito perigoso

O que o ciclista deve fazer: procurar outro caminho, onde não irá correr riscos

Porque você deve obedecer: para evitar ser vítima de um acidente

Importante: nem todas as placas de trânsito são voltadas apenas para os motoristas. Existem várias com avisos para pessoas andando a pé ou ciclistas.

Guarde bem seus carrinhos…

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

Garagens de sonho: carros especiais mercem cuidados especiais

Para todo o colecionador que se preze, guardar bem seus carrinhos não basta. Além de mantê-los protegidos, é preciso poder mostrá-los aos amigos, se possível de uma maneira atraente.

Há quem colecione miniaturas, mas tem gente que prefere carros de verdade. Veja como alguns apaixonados guardam e expõem seus brinquedos na galeria abaixo.

Um Natal com neve e ferrugem

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Um Natal sem neve não tem graça. Pelo menos é assim nos lugares frios, como no norte dos Estados Unidos.
Já um Natal feliz é uma questão de espírito. E até um carro velho, enferrujado e caindo aos pedaços pode fazer parte dele.
Confira o vídeo abaixo, do bem humorado conjunto americano Da Yoopers, contando a história de um Chevrolet resgatado debaixo da neve.

O que dizem as placas: rotatória

terça-feira, novembro 24th, 2009

Rotatória

Que placa é esta: rotatória

Onde costuma estar: na saída das ruas de acesso a um cruzamento onde existe uma rotatória

O que ela quer dizer: as flechas indicam o sentido que os carros devem percorrer ao contornar a rotatória

O que o motorista deve fazer: dar passagem a outros carros que já estejam na rotatória e entrar na direção indicada pelas flechas

O que é uma rotatória: é uma marcação feita num cruzamento que evita a passagem direta dos carros, diminuindo sua velocidade para evitar acidentes. Ela pode ser feita de blocos de concreto, marcada com tachões ou simplesmente pintada no asfalto

Importante: nas rotatórias, os carros que já estão contornando o círculo demarcado têm a preferência

Dependendo da região do Brasil a rotatória também é chamada de rótula, rotunda ou até bambolê (se você conhecer outro nome regional, conte pra gente)

Uma aventura diferente

quinta-feira, novembro 19th, 2009
Parte do caminho foi pela beira do mar

Parte do caminho foi pela beira do mar

Off-road quer dizer “fora da estrada”. E isso, em geral, quer dizer aventura. Tem muita gente que curte andar por trilhas e caminhos ainda mais difíceis, enfrentando buracos, poeira e lama nos finais de semanas. Para eles, desafiar essas dificuldades é a maior diversão.

É assim que acontece com os Cabeçudos, um grupo de amigos que, sempre que podem, pegam seus jipes, picapes e camionetes e saem em busca de “encrencas” pelo Brasil afora.

Mas os Cabeçudos são caras legais e, em suas viagens, sempre procuram ajudar a quem precisa. Há algumas semanas, eles fizeram uma visita a uma escolinha que fica numa fazenda em Ariri, um lugar por onde passa muito pouca gente.

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da bibliotaca que construíram

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da biblioteca que construíram

A escolinha do Ariri fica no início da Trilha do Telégrafo, que tem a fama de ser um dos caminhos mais difíceis para passar de carro do Brasil inteiro. Essa trilha foi aberta há mais de cem anos pelo Marechal Cândido Rondon para instalar uma linha telegráfica entre os portos de Paranaguá e Santos.

Naquela época não havia telefones nem rádio e o único jeito para essas cidades se comunicarem era através do telégrafo. Era preciso esticar fios entre elas, passando por lugares até então inexplorados.

A escolinha fica a 71 quilômetros da vila de Pariquera-Açú, dos quais mais de 50 são estradas de terra e lama. É tão longe que a professora que lá trabalha costuma chegar na segunda-feira e só volta para a cidade na sexta. Isso se não chover.

Um dos Cabeçudos, o João Chikui, conheceu a escolinha há mais de 20 anos, fazendo uma viagem de moto na região. Ele chegou à pequena vila todo sujo e cansado e foi muito bem recebido pelos moradores, apesar deles serem gente simples e pobre.

 

 

Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar

Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar

Daí em diante, ele resolveu ajudar as crianças da escolinha e, junto com seus amigos, já conseguiu doar um freezer, dois computadores e montar uma biblioteca e uma brinquedoteca.

Este ano, a viagem foi para comemorar um ano dessas instalações e o grupo levou para lá um bolo e cachorro-quentes. A caravana incluiu vários veículos e mais de 30 pessoas, que foram recebidos com muito entusiasmo pelas crianças e por Dona Cristina, a professora.

Afinal, receber amigos é uma coisa que todo mundo gosta de fazer. Ainda mais quando é gente que chega de longe e é legal como os Cabeçudos. Não dá vontade de participar de uma aventura dessas?

Quem contou e fotografou esta viagem foi o Claudio Larangeira
 

 

 

 

Carrinhos “chocantes”

terça-feira, novembro 17th, 2009
Bumper cars: dos parquinhos para as ruas de San Diego

Bumper cars: dos parquinhos para as ruas de San Diego

Quem já foi num parque de diversões com certeza experimentou andar num choque-car. Ou, pelo menos viu os ocupantes daqueles carrinhos elétricos meio arredondados tentando bater uns nos outros no meio da maior algazarra.Até os adultos gostam (é mais ou menos como o Autoboy…). E gostam tanto que um colecionador da cidade de San Diego, nos Estados Unidos, resolveu transformar alguns para poderem andar nas ruas.

Tom Wright comprou alguns carrinhos de dar pancada que já tinham sido aposentados por um parque de diversões da cidade de Long Beach e equipou com motores de motos Honda e Kawasaki, com 750 cm³.

Tom hoje já tem oito “bumper cars”, que é como eles são chamados em inglês. Bumper quer dizer para-choques, coisa que eles têm em toda a volta. Todos eles contam com faróis, lanternas, cintos de segurança e buzina, para poder andar nas ruas. Têm até placas, de verdade.

Uma curtição para o dono e seus amigos. A única diferença é que as versões de rua andam bem mais rápido que os carrinhos dos parques. E não podem ficar se trombando a torto e a direito.

 

O carro do Pato

sexta-feira, novembro 13th, 2009
Fã de Donald criou réplica do seu automóvel

Fã de Donald criou réplica do seu automóvel

O Pato Donald é um dos mais famosos personagens criados por Walt Disney. Muitas gerações acompanharam suas aventuras nas revistinhas da Editora Abril e nos desenhos animados.

Sempre metido em encrencas, Donald circula pelas ruas de Patópolis, sua cidade, guiando um carrinho vermelho não muito bem cuidado, levando junto seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho.

Pois um fã do Donald, já crescido, resolveu transformar o carro do pato em realidade. A réplica é perfeita, tem até os pneus “gordos†do modelo imaginado por Disney. Não falta o “banco da sograâ€, que fica dentro do porta-malas e até mesmo a placa, número 313, é idêntica ao original.

Vale a pena ver os detalhes.

Pneu velho serve pra muita coisa

segunda-feira, novembro 9th, 2009
O que fazer com os pneus que não servem mais para rodar?

O que fazer com os pneus que não servem mais para rodar?

Você sabe quantos pneus velhos estão jogados pelo Brasil afora?

O número certo, mesmo, ninguém sabe. Mas deve ser mais de 60 milhões.

Pondo um do lado do outro, eles formariam uma fila de quase 36 mil quilômetros – daria para fazer toda a volta no país.

O pior é que os pneus demoram muito para se desmancharem na natureza. Tem alguns com mais de 100 anos, do tempo do Ford de Bigode, que ainda estão inteiros, apesar de secos e rachados.

Um problemão!

 

Os pneus do fundo são de Fórmula 1

Os pneus do fundo são de Fórmula 1

Ainda bem que tem gente que pensa nessas coisas e descobriu um jeito de transformar pneus velhos em móveis, tapetes, material de construção e até em energia. A UTEP (Usina de Tratamento Ecológico de Pneus), uma empresa que fica perto da capital de São Paulo, faz esse trabalho todos os dias.

Eles recebem pneus catados nas ruas ou enviados pelas lojas e oficinas. Tem desde pneus de bicicleta aos usados nas corridas da Fórmula 1.

Quando eles chegam, passam primeiro por uma máquina que arranca a armação de aço que tem no meio da borracha, com umas garras enormes. Depois, a borracha é picada em tabletes, mais ou menos do tamanho de uma barra de chocolate pequena.

Algumas das coisas que podem ser feitas com restos de pneus

Algumas das coisas que podem ser feitas com restos de pneus

Esses tabletes são usados pelas indústrias de cimento para aquecer seus fornos. Mas o material também pode ser moído até virar grãos mais finos, que podem ser misturados com cimento para fazer blocos de construção ou com o asfalto, para usar nas ruas e estradas.

Também dá para derreter e usar para fazer tapetes de borracha, solas para sapatos, sandálias, móveis e muitas outras coisas.

Legal, não?

Se dá para fazer tantas coisas, não tem por que jogar os pneus velhos por aí. É muito melhor mandar para um centro de reciclagem. E a natureza agradece.

Colaboração do Claudio Larangeira

História: o jipinho e o pioneiro

terça-feira, novembro 3rd, 2009

O livro conta a história do carro e seu construtor
O livro conta a história do carro e seu construtor

A história do Brasil tem muitos heróis, mas nem todos são bem conhecidos. Um deles é o personagem deste livro, que se chama Sou Pequeno, Mas Sou Brasileiro.

O livro conta a história de José Cardoso da Silva, dono de uma oficina mecânica em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro. Lá por 1953, quando ainda não existiam fábricas de automóveis no Brasil, ele resolveu criar a sua. Sua idéia era fazer um jipinho, muito interessante.  

O jipe de José Cardoso era pequeno, mas bem forte. Levava até cinco pessoas – claro que um tanto apertadas. Ele projetou todo o carro, que usava um motor de dois cilindros e tinha câmbio com três marchas.

 

O presidente Getúlio Vargas (com o charuto na mão) examina o jipe brasileiro ao lado de Cardoso
O presidente Getúlio Vargas (com o charuto na mão) examina o jipe brasileiro ao lado de Cardoso

 O projeto interessou até mesmo o presidente do Brasil, Getúlio Vargas, que queria muito que o país começasse a produzir automóveis. Ele prometeu apoio a Cardoso, mas morreu em 1954, antes que a fábrica fosse montada.  

Para fabricar seu carro, Cardoso criou uma empresa chamada Ibasa, Indústria Brasileira de Automóveis. Mas, depois da morte de Getúlio Vargas, algumas fabricantes de carros estrangeiras vieram para o Brasil, com mais recursos e produzindo carros mais sofisticados.

Cardoso desistiu então do seu projeto e passou a fabricar máquinas para consertar motores, numa nova firma que se chama Incomatol, que existe até hoje. Mas, antes disso, teve uma atitude exemplar: devolveu o dinheiro que muitas pessoas tinham entregado a ele para se tornarem sócias da Ibasa.

O jipinho de Cardoso está na sede da empresa, em Rio Bonito. O livro sobre ele foi escrito pelo seu filho, Sebastião William Cardoso. Que, como todos os seus descendentes, se orgulha muito dele, de sua iniciativa e sua honestidade.

 

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