
Parte do caminho foi pela beira do mar
Off-road quer dizer “fora da estrada”. E isso, em geral, quer dizer aventura. Tem muita gente que curte andar por trilhas e caminhos ainda mais difÃceis, enfrentando buracos, poeira e lama nos finais de semanas. Para eles, desafiar essas dificuldades é a maior diversão.
É assim que acontece com os Cabeçudos, um grupo de amigos que, sempre que podem, pegam seus jipes, picapes e camionetes e saem em busca de “encrencas” pelo Brasil afora.
Mas os Cabeçudos são caras legais e, em suas viagens, sempre procuram ajudar a quem precisa. Há algumas semanas, eles fizeram uma visita a uma escolinha que fica numa fazenda em Ariri, um lugar por onde passa muito pouca gente.

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da biblioteca que construÃram
A escolinha do Ariri fica no inÃcio da Trilha do Telégrafo, que tem a fama de ser um dos caminhos mais difÃceis para passar de carro do Brasil inteiro. Essa trilha foi aberta há mais de cem anos pelo Marechal Cândido Rondon para instalar uma linha telegráfica entre os portos de Paranaguá e Santos.
Naquela época não havia telefones nem rádio e o único jeito para essas cidades se comunicarem era através do telégrafo. Era preciso esticar fios entre elas, passando por lugares até então inexplorados.
A escolinha fica a 71 quilômetros da vila de Pariquera-Açú, dos quais mais de 50 são estradas de terra e lama. É tão longe que a professora que lá trabalha costuma chegar na segunda-feira e só volta para a cidade na sexta. Isso se não chover.
Um dos Cabeçudos, o João Chikui, conheceu a escolinha há mais de 20 anos, fazendo uma viagem de moto na região. Ele chegou à pequena vila todo sujo e cansado e foi muito bem recebido pelos moradores, apesar deles serem gente simples e pobre.
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Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar
Daà em diante, ele resolveu ajudar as crianças da escolinha e, junto com seus amigos, já conseguiu doar um freezer, dois computadores e montar uma biblioteca e uma brinquedoteca.
Este ano, a viagem foi para comemorar um ano dessas instalações e o grupo levou para lá um bolo e cachorro-quentes. A caravana incluiu vários veÃculos e mais de 30 pessoas, que foram recebidos com muito entusiasmo pelas crianças e por Dona Cristina, a professora.
Afinal, receber amigos é uma coisa que todo mundo gosta de fazer. Ainda mais quando é gente que chega de longe e é legal como os Cabeçudos. Não dá vontade de participar de uma aventura dessas?
Quem contou e fotografou esta viagem foi o Claudio Larangeira
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