Post da Tag ‘Cultura’

Atolado em Marte

terça-feira, janeiro 26th, 2010

O Spirit Rover tem seis rodas e um braço mecânico. A foto acima foi feita num cenário marciano simulado

 Atolar na areia fofa é uma situação nada fácil. Para sair dela, é preciso ser muito bom motorista e ter até uma dose de sorte. Agora, imagine passar por isso em um planeta estranho e distante.

É o que está acontecendo com o Spirit, um dos dois veículos enviados para explorar a superfície de Marte pelos Estados Unidos há cerca de seis anos. Ele está parado desde o dia 16 de dezembro, apesar das inúmeras tentativas que os técnicos já fizeram para colocá-lo em movimento.

Com 174 kg de peso e tração em todas as suas seis rodas, o Spirit mede 1,6 metros de comprimento e tem 1,5 metros de altura. Ele é movido a eletricidade, por meio de baterias que são recarregadas por painéis solares. Para fazer suas pesquisas, ele carrega uma câmera panorâmica e vários instrumentos científicos. Tem, também, um braço mecânico, para colher amostras de terra ou pequenas pedras.

Uma dificuldade para manobrar o Spirit é que a distância entre a Terra e Marte é tão grande que um comando enviado para lá demora mais de três minutos para chegar. E as imagens e informações sobre o que aconteceu depois disso, levam outros três minutos e pouco para retornar ao “motorista†responsável por ele. Por isso, tudo tem que ser feito muito devagar: na última manobra tentada, o jipe marciano foi movimentado cerca de seis centímetros apenas. Haja paciência!

O Spirit já tinha atolado outras vezes em Marte, mas nenhuma foi tão séria como agora. Ele já tinha um problema em uma de suas seis rodas e, por isso, há algum tempo, só andava de marcha a ré. Agora, mais uma roda deixou de funcionar e ele só conta com quatro para impulsioná-lo.

A maior preocupação, no momento, é que o inverno marciano está chegando e, com isso, pode haver pouco sol para recarregar as baterias e o Spirit pode ficar totalmente sem energia. Por isso, alguns cientistas acham que, mais importante do que movimentar o jipinho espacial imediatamente seria mudar a posição dos painéis que captam a luz do sol, para ficar melhor expostos a ela nos próximos meses, aguardando o próximo verão para tentar conseguir se movimentar.

A importância das baterias

quinta-feira, dezembro 31st, 2009

Baterias modernas são leves e duram mais

Carros elétricos e híbridos não são uma invenção nova. Eles existem há mais de cem anos.

Eles só não ficaram populares, apesar das vantagens que têm, porque não existiam baterias leves e potentes para movimentá-los. As baterias antigas eram feitas de chumbo, que é um metal muito pesado e não conseguiam armazenar muita energia – ficavam logo descarregadas.

Um tipo de bateria muito usado atualmente é o mesmo que se encontra nos telefones celulares, chamado de íon-lítio.

O primeiro híbrido

quinta-feira, dezembro 31st, 2009
Lohner-Porsche

O híbrido feito por Porsche no século 19 tinha quatro motores elétricos

O primeiro automóvel híbrido foi o Lohner-Porsche, fabricado em 1898 .

 Ele era movido por quatro motores elétricos, que eram montados dentro das rodas. As baterias eram carregadas por um motor a gasolina.  

 Quem projetou esse carro foi o engenheiro alemão Ferdinand Porsche, que depois ficou famoso por construir o primeiro Volkswagen, que aqui no Brasil ficou conhecido como Fusca. Mais tarde, ele começou a fabricar carros esportivos com o seu próprio nome.

As delícias da neve

sexta-feira, dezembro 11th, 2009

Neve é muito legal, principalmente vista de longe. Para quem vive em lugares onde ela cai com força, é um problemão.

No norte dos Estados Unidos, por exemplo, até sair de casa de manhã pode ser difícil. E, quando o tempo complica, não adianta nem ter uma picapona 4×4.

Veja só o que já anda acontecendo por lá. E o inverno ainda nem começou….

O clipe bem humorado é do conjunto Da Yoopers, do estado americano de Michigan, um lugar onde sempre cai muita neve.


A reinvenção da roda

quarta-feira, novembro 25th, 2009
Rodas elípticas em ação na neve. O desenho é de uma revista de 1949

Rodas elípticas em ação na neve. O desenho é de uma revista de 1949

A roda foi inventada há alguns milhares de anos e, para a maioria das pessoas, é difícil pensar em modificar sua forma básica, o círculo.

Há pouco mais de 60 anos, porém, um inventor descobriu que rodas com formato de elipse podem ajudar bastante para andar na neve, lama ou areia. Impressionado com as dificuldades enfrentadas por exploradores da região ártica, o engenheiro John Kopczinski imaginou uma forma de fazer as rodas “caminharem”, em vez de simplesmente rodarem.

Seu sistema é simples e usa dois pares de rodas com forma de elipse, que se alternam apoiando e impulsionando o veículo ao mesmo tempo.

Dá impressão que o veículo anda aos pulos mas, como as rodas de apoio e tração são montadas em X, ele acaba rodando de forma tão suave como se usasse rodas normais. E sem atolar.

A idéia não chegou a ser explorada comercialmente mas pelo menos um protótipo de reboque usando o método de Kopczinski foi construído pelo exército norte-americano. O veículo pode ser visto numa foto publicada, na época, pela revista Life. Confira na galeria.

 

 

Uma aventura diferente

quinta-feira, novembro 19th, 2009
Parte do caminho foi pela beira do mar

Parte do caminho foi pela beira do mar

Off-road quer dizer “fora da estrada”. E isso, em geral, quer dizer aventura. Tem muita gente que curte andar por trilhas e caminhos ainda mais difíceis, enfrentando buracos, poeira e lama nos finais de semanas. Para eles, desafiar essas dificuldades é a maior diversão.

É assim que acontece com os Cabeçudos, um grupo de amigos que, sempre que podem, pegam seus jipes, picapes e camionetes e saem em busca de “encrencas” pelo Brasil afora.

Mas os Cabeçudos são caras legais e, em suas viagens, sempre procuram ajudar a quem precisa. Há algumas semanas, eles fizeram uma visita a uma escolinha que fica numa fazenda em Ariri, um lugar por onde passa muito pouca gente.

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da bibliotaca que construíram

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da biblioteca que construíram

A escolinha do Ariri fica no início da Trilha do Telégrafo, que tem a fama de ser um dos caminhos mais difíceis para passar de carro do Brasil inteiro. Essa trilha foi aberta há mais de cem anos pelo Marechal Cândido Rondon para instalar uma linha telegráfica entre os portos de Paranaguá e Santos.

Naquela época não havia telefones nem rádio e o único jeito para essas cidades se comunicarem era através do telégrafo. Era preciso esticar fios entre elas, passando por lugares até então inexplorados.

A escolinha fica a 71 quilômetros da vila de Pariquera-Açú, dos quais mais de 50 são estradas de terra e lama. É tão longe que a professora que lá trabalha costuma chegar na segunda-feira e só volta para a cidade na sexta. Isso se não chover.

Um dos Cabeçudos, o João Chikui, conheceu a escolinha há mais de 20 anos, fazendo uma viagem de moto na região. Ele chegou à pequena vila todo sujo e cansado e foi muito bem recebido pelos moradores, apesar deles serem gente simples e pobre.

 

 

Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar

Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar

Daí em diante, ele resolveu ajudar as crianças da escolinha e, junto com seus amigos, já conseguiu doar um freezer, dois computadores e montar uma biblioteca e uma brinquedoteca.

Este ano, a viagem foi para comemorar um ano dessas instalações e o grupo levou para lá um bolo e cachorro-quentes. A caravana incluiu vários veículos e mais de 30 pessoas, que foram recebidos com muito entusiasmo pelas crianças e por Dona Cristina, a professora.

Afinal, receber amigos é uma coisa que todo mundo gosta de fazer. Ainda mais quando é gente que chega de longe e é legal como os Cabeçudos. Não dá vontade de participar de uma aventura dessas?

Quem contou e fotografou esta viagem foi o Claudio Larangeira
 

 

 

 

O carro do Pato

sexta-feira, novembro 13th, 2009
Fã de Donald criou réplica do seu automóvel

Fã de Donald criou réplica do seu automóvel

O Pato Donald é um dos mais famosos personagens criados por Walt Disney. Muitas gerações acompanharam suas aventuras nas revistinhas da Editora Abril e nos desenhos animados.

Sempre metido em encrencas, Donald circula pelas ruas de Patópolis, sua cidade, guiando um carrinho vermelho não muito bem cuidado, levando junto seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho.

Pois um fã do Donald, já crescido, resolveu transformar o carro do pato em realidade. A réplica é perfeita, tem até os pneus “gordos†do modelo imaginado por Disney. Não falta o “banco da sograâ€, que fica dentro do porta-malas e até mesmo a placa, número 313, é idêntica ao original.

Vale a pena ver os detalhes.

História: o jipinho e o pioneiro

terça-feira, novembro 3rd, 2009

O livro conta a história do carro e seu construtor
O livro conta a história do carro e seu construtor

A história do Brasil tem muitos heróis, mas nem todos são bem conhecidos. Um deles é o personagem deste livro, que se chama Sou Pequeno, Mas Sou Brasileiro.

O livro conta a história de José Cardoso da Silva, dono de uma oficina mecânica em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro. Lá por 1953, quando ainda não existiam fábricas de automóveis no Brasil, ele resolveu criar a sua. Sua idéia era fazer um jipinho, muito interessante.  

O jipe de José Cardoso era pequeno, mas bem forte. Levava até cinco pessoas – claro que um tanto apertadas. Ele projetou todo o carro, que usava um motor de dois cilindros e tinha câmbio com três marchas.

 

O presidente Getúlio Vargas (com o charuto na mão) examina o jipe brasileiro ao lado de Cardoso
O presidente Getúlio Vargas (com o charuto na mão) examina o jipe brasileiro ao lado de Cardoso

 O projeto interessou até mesmo o presidente do Brasil, Getúlio Vargas, que queria muito que o país começasse a produzir automóveis. Ele prometeu apoio a Cardoso, mas morreu em 1954, antes que a fábrica fosse montada.  

Para fabricar seu carro, Cardoso criou uma empresa chamada Ibasa, Indústria Brasileira de Automóveis. Mas, depois da morte de Getúlio Vargas, algumas fabricantes de carros estrangeiras vieram para o Brasil, com mais recursos e produzindo carros mais sofisticados.

Cardoso desistiu então do seu projeto e passou a fabricar máquinas para consertar motores, numa nova firma que se chama Incomatol, que existe até hoje. Mas, antes disso, teve uma atitude exemplar: devolveu o dinheiro que muitas pessoas tinham entregado a ele para se tornarem sócias da Ibasa.

O jipinho de Cardoso está na sede da empresa, em Rio Bonito. O livro sobre ele foi escrito pelo seu filho, Sebastião William Cardoso. Que, como todos os seus descendentes, se orgulha muito dele, de sua iniciativa e sua honestidade.

 

 

Os carros do Halloween

sexta-feira, outubro 30th, 2009
Um carro que ninguém gostaria de encontrar numa rua escura

Um carro que ninguém gostaria de encontrar numa rua escura

Os americanos gostam muito de comemorar a passagem do Halloween e, no “dia das bruxas”, todo mundo sai para as ruas fantasiado, dando sustos uns nos outros.

Tem gente por lá que não se contenta apenas com isso e chega a criar carros especialmente para parecerem assustadores.

 Alguns até são. Outros, parecem mais é engraçados.

Dê uma olhada nesta galeria:

Segunda corrida do Brasil faz cem anos

sexta-feira, setembro 25th, 2009

O carro de Gastão de Almeida e uma cena do filme
O carro de Gastão de Almeida e uma cena do filme

A segunda corrida de carros que aconteceu no Brasil fez cem anos no dia 19 de setembro. Ela foi realizada num circuito formado por estradas em São Gonçalo, perto de Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Participaram da corrida 16 carros. O percurso tinha cerca de 72 quilômetros e foi percorrido pelo vencedor, Gastão de Almeida, em uma hora e quatro minutos, com três minutos de vantagem sobre o segundo colocado, Borges Júnior.

O carro do vencedor era um Berliet AK 14, feito na França, preparado pelo mecânico português Carlos Nunes Ferreira. A foto do carro vencedor, acima, foi cedida por Pedro de Albuquerque Napoleão, bisneto dele.

Sucesso de público – A corrida foi acompanhada por milhares de espectadores, boa parte deles vindos de barca do Rio de Janeiro. Houve três acidentes, inclusive um incêndio, mas ninguém se machucou seriamente. Um concorrente atropelou um porco, o que provocou o estouro de três pneus de seu carro e ferimentos leves numa das mãos.

A corrida foi documentada num filme. Um trecho dele, retirado do CD “Pioneiros do Cinema Brasileiro”, pode ser visto abaixo.