Post da Tag ‘História’

Carro voador mais antigo está à venda

sexta-feira, março 26th, 2010

Três pares de asas, para não ocupar muito espaço

Automóveis voadores são um sonho antigo e, até hoje, nenhum modelo prático apareceu. E o mais antigo de todos eles – pelo menos que se saiba – está à venda numa empresa de leilões nos Estados Unidos.

Ele foi construído em 1935 por Frank Skroback, na cidade de Syracuse, estado americano de Nova York. O inventor aproveitou idéias de um projetista francês de aviões, chamado Henri Mignet, cujos aeroplanos eram comandados pela inclinação das asas principais, em vez do leme e das asas traseiras.

Para poder rodar pelas estradas, em vez de duas asas tradicionais o carro voador usa seis asas pequenas e assim, tem apenas 2,3 metros de largura. Apesar de bem maior que um carro normal no comprimento, com 6,4 metros, ele pode levar apenas uma pessoa.

Desenhos do projeto acompanham o carro

O automóvel voador de Skroback tem estrutura de tubos de aço e revestimento de tecido. O motor tem quatro cilindros e é parecido com o do Fusca e não está ligado às rodas – aciona apenas a hélice. Quer dizer, quando rodava no chão, ele deveria provocar uma ventania e levantar muita poeira.

Junto com o carro, estão sendo vendidos os desenhos e registros da invenção. Quem comprar vai levar também uma grande dúvida: ninguém sabe dizer se alguma vez ele chegou a voar.

O motor é parecido com o do Fusca e não está ligado às rodas

A cidade onde o tempo parou

quarta-feira, março 17th, 2010

Uma cena de rua: Elgin Park na década de 1960

Elgin Park é um lugar mágico, no meio-oeste dos Estados Unidos. Por lá, o tempo parou, no início da década de 1960.

Na realidade, esta cidadezinha é uma criação de Michael Paul Smith. Ou melhor, uma recriação do mundo onde passou sua infância e adolescência.

Michael nasceu em Pittsburgh, em 1950, e tem muitos talentos: já ilustrou livros, desenhou cenários para museus e fez maquetes para arquitetos. Também foi pintor de paredes e montou vitrines para lojas.

No alto, Mark Paul e o cenário que usou para a foto noturna abaixo

Faz 25 anos que Michael faz fotos assim. Elas mostram modelos de carros colocados em cenários construídos por ele mesmo, usando papelão, plástico e, às vezes, material impresso, como cartazes.  

Os prédios são em escala aproximada de 1:24, quer dizer, um centímetro corresponde a 24 na vida real. Como os carros nem sempre são na mesma escala, ele os coloca mais ou menos afastados das construções e, nas fotos, eles parecem ter o tamanho certo.

O fundo desta foto é real, um lugar à beira de uma estrada

Para efeitos especiais, ele usa coisas simples: a neve é bicarbonato de sódio. O interior dos prédios, em geral, é iluminado por lâmpadas de árvores de natal e para registrar as cenas, às vezes ele usa apenas uma única lâmpada comum. Muitas vezes, usa como fundo paisagens reais, descobertas em estradas ou na cidade. Nenhuma das fotos é retocada: ele só usa o Photoshop para colocar filtros coloridos nas imagens que faz, usando uma câmera digital bem simples, de apenas seis megapixels.

Faça uma visita a Elgin Park na galeria. Vale a pena mesmo!

Você pode encontrar mais fotos e acompanhar novas cenas de Elgin Park, à medida que Michael Paul Smith for criando, no site http://elginpark.smugmug.com/. As fotos dele também estão no Flickr.

Um simulador do tempo dos calhambeques

quinta-feira, março 11th, 2010

Os alunos assistiam um filme e reproduziam as manobras do motorista

Ensinar os jovens a dirigir sempre foi uma preocupação. Antigamente, o normal era colocar o motorista aprendiz na direção e mostrar passo a passo como acelerar, frear e fazer manobras. Mas já havia gente tentando melhorar os métodos de ensino.

A Lane Technical High School, uma escola técnica secundária da cidade americana de Chicago, foi pioneira no ensino da direção para seus alunos como parte do currículo. E, para diminuir a necessidade de aulas práticas, já na década de 1930 criou um simulador de direção que ajudava os aprendizes a conhecer os comandos do automóvel antes de sair às ruas.

O simulador da época era feito de madeira e podia ser usado ao mesmo tempo por dois alunos. Na frente deles era projetado um filme feito de dentro de um carro em movimento, da posição do motorista. O aluno usava os pedais e o volante como se estivesse ele mesmo guiando, acostumando-se com o que teria que fazer na prática mais tarde.

O primeiro híbrido

quinta-feira, dezembro 31st, 2009
Lohner-Porsche

O híbrido feito por Porsche no século 19 tinha quatro motores elétricos

O primeiro automóvel híbrido foi o Lohner-Porsche, fabricado em 1898 .

 Ele era movido por quatro motores elétricos, que eram montados dentro das rodas. As baterias eram carregadas por um motor a gasolina.  

 Quem projetou esse carro foi o engenheiro alemão Ferdinand Porsche, que depois ficou famoso por construir o primeiro Volkswagen, que aqui no Brasil ficou conhecido como Fusca. Mais tarde, ele começou a fabricar carros esportivos com o seu próprio nome.

A reinvenção da roda

quarta-feira, novembro 25th, 2009
Rodas elípticas em ação na neve. O desenho é de uma revista de 1949

Rodas elípticas em ação na neve. O desenho é de uma revista de 1949

A roda foi inventada há alguns milhares de anos e, para a maioria das pessoas, é difícil pensar em modificar sua forma básica, o círculo.

Há pouco mais de 60 anos, porém, um inventor descobriu que rodas com formato de elipse podem ajudar bastante para andar na neve, lama ou areia. Impressionado com as dificuldades enfrentadas por exploradores da região ártica, o engenheiro John Kopczinski imaginou uma forma de fazer as rodas “caminharem”, em vez de simplesmente rodarem.

Seu sistema é simples e usa dois pares de rodas com forma de elipse, que se alternam apoiando e impulsionando o veículo ao mesmo tempo.

Dá impressão que o veículo anda aos pulos mas, como as rodas de apoio e tração são montadas em X, ele acaba rodando de forma tão suave como se usasse rodas normais. E sem atolar.

A idéia não chegou a ser explorada comercialmente mas pelo menos um protótipo de reboque usando o método de Kopczinski foi construído pelo exército norte-americano. O veículo pode ser visto numa foto publicada, na época, pela revista Life. Confira na galeria.

 

 

O futuro vem aí: Peugeot BB1

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

O BB1 é um carrinho original criado pela Peugeot para, quem sabe, um dia chegar às ruas.

Ele usa dois motores elétricos, colocados dentro das rodas. E o projeto foi inspirado pela motos.

O BB1 não tem volante, o motorista usa um guidom, como o das bikes. E os passageiros de trás tem que ficar meio “montados” nos bancos dianteiros.

Outra coisa legal é o jeito de ligar o carro. Basta colocar o celular numa tomada no meio do guidom.

Uma curiosidade sobre o nome do carro: ele é uma homenagem ao Peugeot Bébé, um carrinho bem pequeno e barato, que foi fabricado na França entre 1905 e 1913.

O Peugeot Bébé, um minicarro do início do século passado

O Peugeot Bébé, um minicarro do início do século passado

Uma aventura diferente

quinta-feira, novembro 19th, 2009
Parte do caminho foi pela beira do mar

Parte do caminho foi pela beira do mar

Off-road quer dizer “fora da estrada”. E isso, em geral, quer dizer aventura. Tem muita gente que curte andar por trilhas e caminhos ainda mais difíceis, enfrentando buracos, poeira e lama nos finais de semanas. Para eles, desafiar essas dificuldades é a maior diversão.

É assim que acontece com os Cabeçudos, um grupo de amigos que, sempre que podem, pegam seus jipes, picapes e camionetes e saem em busca de “encrencas” pelo Brasil afora.

Mas os Cabeçudos são caras legais e, em suas viagens, sempre procuram ajudar a quem precisa. Há algumas semanas, eles fizeram uma visita a uma escolinha que fica numa fazenda em Ariri, um lugar por onde passa muito pouca gente.

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da bibliotaca que construíram

A idéia dos Cabeçudos era festejar um ano da biblioteca que construíram

A escolinha do Ariri fica no início da Trilha do Telégrafo, que tem a fama de ser um dos caminhos mais difíceis para passar de carro do Brasil inteiro. Essa trilha foi aberta há mais de cem anos pelo Marechal Cândido Rondon para instalar uma linha telegráfica entre os portos de Paranaguá e Santos.

Naquela época não havia telefones nem rádio e o único jeito para essas cidades se comunicarem era através do telégrafo. Era preciso esticar fios entre elas, passando por lugares até então inexplorados.

A escolinha fica a 71 quilômetros da vila de Pariquera-Açú, dos quais mais de 50 são estradas de terra e lama. É tão longe que a professora que lá trabalha costuma chegar na segunda-feira e só volta para a cidade na sexta. Isso se não chover.

Um dos Cabeçudos, o João Chikui, conheceu a escolinha há mais de 20 anos, fazendo uma viagem de moto na região. Ele chegou à pequena vila todo sujo e cansado e foi muito bem recebido pelos moradores, apesar deles serem gente simples e pobre.

 

 

Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar

Alguns riachos do caminho não têm pontes para atravessar

Daí em diante, ele resolveu ajudar as crianças da escolinha e, junto com seus amigos, já conseguiu doar um freezer, dois computadores e montar uma biblioteca e uma brinquedoteca.

Este ano, a viagem foi para comemorar um ano dessas instalações e o grupo levou para lá um bolo e cachorro-quentes. A caravana incluiu vários veículos e mais de 30 pessoas, que foram recebidos com muito entusiasmo pelas crianças e por Dona Cristina, a professora.

Afinal, receber amigos é uma coisa que todo mundo gosta de fazer. Ainda mais quando é gente que chega de longe e é legal como os Cabeçudos. Não dá vontade de participar de uma aventura dessas?

Quem contou e fotografou esta viagem foi o Claudio Larangeira
 

 

 

 

Um Audi para 2037

terça-feira, novembro 10th, 2009
Audi Avatar: um motor em cada roda, para "voar" baixo

Audi Avatar: um motor em cada roda, para "voar" baixo

Que carro você vai dirigir em 2037? O designer Edwin Conan – ou Yi Yuan (que é o nome dele em chinês), acha que vai ser como o Audi Avatar, que ele acaba de criar.

O Avatar será um supercarro elétrico para três pessoas e, segundo Conan vai dar ao motorista a sensação de pilotar os games da sua infância.

Ele se inspirou num carro de corrida famoso, o Auto Union tipo C Streamliner que, em 1937, conseguiu atingir 380 km/h. O Avatar não será um carro de corridas, mas vai ser rápido e andar a até 360 km/h. Quer dizer, seis quilômetros por minuto.

A inspiração, o Type C, andava a 380 km/h em 1937

A inspiração, o Type C, andava a 380 km/h em 1937

Para entrar no carro não haverá portas, mas três canoplas, como nos caças a jato. A do motorista abre para a frente, junto com o painel e o volante. As dos passageiros, para trás, junto com um painel lateral que forma um degrau, facilitando a entrada. O motorista vai poder dirigir com um volante ou um joystick, como preferir.

As rodas ficam escondidas, dentro das quatro “pernas†do carro. Cada uma delas tem o seu próprio motor elétrico, alimentado por baterias de super-íons, que ainda nem foram inventadas. No total, são 544 cavalos. Nas curvas, as quatro rodas se movem, enquanto as “pernas†mudam de forma.

O criador do Avatar não inventa só carros, tem outros projetos interessantes. Vale a pena conhecer o site dele, www.edwinconan.com. E veja mais detalhes do carro na galeria.

História: o jipinho e o pioneiro

terça-feira, novembro 3rd, 2009

O livro conta a história do carro e seu construtor
O livro conta a história do carro e seu construtor

A história do Brasil tem muitos heróis, mas nem todos são bem conhecidos. Um deles é o personagem deste livro, que se chama Sou Pequeno, Mas Sou Brasileiro.

O livro conta a história de José Cardoso da Silva, dono de uma oficina mecânica em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro. Lá por 1953, quando ainda não existiam fábricas de automóveis no Brasil, ele resolveu criar a sua. Sua idéia era fazer um jipinho, muito interessante.  

O jipe de José Cardoso era pequeno, mas bem forte. Levava até cinco pessoas – claro que um tanto apertadas. Ele projetou todo o carro, que usava um motor de dois cilindros e tinha câmbio com três marchas.

 

O presidente Getúlio Vargas (com o charuto na mão) examina o jipe brasileiro ao lado de Cardoso
O presidente Getúlio Vargas (com o charuto na mão) examina o jipe brasileiro ao lado de Cardoso

 O projeto interessou até mesmo o presidente do Brasil, Getúlio Vargas, que queria muito que o país começasse a produzir automóveis. Ele prometeu apoio a Cardoso, mas morreu em 1954, antes que a fábrica fosse montada.  

Para fabricar seu carro, Cardoso criou uma empresa chamada Ibasa, Indústria Brasileira de Automóveis. Mas, depois da morte de Getúlio Vargas, algumas fabricantes de carros estrangeiras vieram para o Brasil, com mais recursos e produzindo carros mais sofisticados.

Cardoso desistiu então do seu projeto e passou a fabricar máquinas para consertar motores, numa nova firma que se chama Incomatol, que existe até hoje. Mas, antes disso, teve uma atitude exemplar: devolveu o dinheiro que muitas pessoas tinham entregado a ele para se tornarem sócias da Ibasa.

O jipinho de Cardoso está na sede da empresa, em Rio Bonito. O livro sobre ele foi escrito pelo seu filho, Sebastião William Cardoso. Que, como todos os seus descendentes, se orgulha muito dele, de sua iniciativa e sua honestidade.

 

 

Latinhas sobre rodas

segunda-feira, outubro 19th, 2009
Eles fizeram sucesso nos Estados Unidos

Eles fizeram sucesso nos Estados Unidos

 

Esses carros, inspirados nas latas de refrigerante e cerveja, foram feitos há mais de 30 anos nos Estados Unidos. Quem teve a idéia de construir um automóvel assim foi Ron Wharton, um mecânico do estado da Flórida, nos Estados Unidos.

Apesar de parecerem latas gigantes, a carroceria deles era feita de fibra de vidro. A parte mecânica era, quase toda, tirada de Fuscas usados.

Na época, os Can Cars (carros-latas) fizeram tanto sucesso que Ron teve que construir uma pequena fábrica para atender aos pedidos. A maior parte deles era usada para fazer propaganda.

Todas as fotos da galeria são antigas e, por isso, as cores estão meio estranhas. Tem carros na praia, no campo e até na neve. Dá para ver que os carros de Ron pareciam muito divertidos.

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