Post da Tag ‘Mecânica’

Super-mini Bugatti

sexta-feira, abril 16th, 2010

A Bugatti Veyron é um dos automóveis mais potentes e caros do mundo – tem motor com 1.000 cavalos e custa mais de R$ 2 milhões. Bem mais barato, este modelo reduzido, que usa peças de Lego, não fica para trás.

Ele tem teto retrátil, tampa do capô e aerofólio acionados eletricamente. E mais ainda: freios que funcionam de verdade e uma incrível caixa de câmbio sequencial, com nada menos que sete marchas. Vale a pena conferir esta obra prima em miniatura no vídeo abaixo.

Carro voador mais antigo está à venda

sexta-feira, março 26th, 2010

Três pares de asas, para não ocupar muito espaço

Automóveis voadores são um sonho antigo e, até hoje, nenhum modelo prático apareceu. E o mais antigo de todos eles – pelo menos que se saiba – está à venda numa empresa de leilões nos Estados Unidos.

Ele foi construído em 1935 por Frank Skroback, na cidade de Syracuse, estado americano de Nova York. O inventor aproveitou idéias de um projetista francês de aviões, chamado Henri Mignet, cujos aeroplanos eram comandados pela inclinação das asas principais, em vez do leme e das asas traseiras.

Para poder rodar pelas estradas, em vez de duas asas tradicionais o carro voador usa seis asas pequenas e assim, tem apenas 2,3 metros de largura. Apesar de bem maior que um carro normal no comprimento, com 6,4 metros, ele pode levar apenas uma pessoa.

Desenhos do projeto acompanham o carro

O automóvel voador de Skroback tem estrutura de tubos de aço e revestimento de tecido. O motor tem quatro cilindros e é parecido com o do Fusca e não está ligado às rodas – aciona apenas a hélice. Quer dizer, quando rodava no chão, ele deveria provocar uma ventania e levantar muita poeira.

Junto com o carro, estão sendo vendidos os desenhos e registros da invenção. Quem comprar vai levar também uma grande dúvida: ninguém sabe dizer se alguma vez ele chegou a voar.

O motor é parecido com o do Fusca e não está ligado às rodas

Conheça a Amarok, uma nova picape

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

A Amarok anda muito bem em terrenos difíceis, como este

Tem uma nova picape chegando no Brasil. O nome dela é meio esquisito, Amarok, uma palavra que quer dizer “lobo†na língua falada pelos inuit, os nativos do norte do Canadá e da Groenlândia, que são mais conhecidos como esquimós.

A Amarok é feita pela Volkswagen, mas não faz parte de nenhuma família de carros da marca. É um projeto inteiramente novo. Ela é uma picape média, que pode levar até uma tonelada de carga.

Uma novidade da Amarok é que ela tem vários sistemas eletrônicos que ajudam a andar em lugares muito complicados, fora das estradas. Um deles ajuda a arrancar nas subidas: não deixa o carro recuar e o motorista só precisa soltar o freio. Outro faz a mesma coisa nas descidas, vai freando a picape e mantém a velocidade constante.

Muita força – A Amarok pode ser usada com tração nas quatro rodas, isto é, com a força do motor distribuída para cada uma delas. Assim, fica mais fácil de andar em lugares com lama, areia ou pedras soltas. Ela também tem um sistema de freios especial para fora do asfalto, que ajuda a parar em espaço menor que o normal.

O motor da Amarok também é novo. Ele usa óleo diesel como combustível e tem dois turbos. Por isso, apesar de ser pequeno, com apenas dois litros, ele é bem potente. Tanto assim que a Amarok pode subir rampas de 45° mesmo carregada. Esta inclinação também é chamada de 100%, porque para cada metro que o carro anda para a frente, também sobe um metro. Outra vantagem que ele tem é gastar pouco combustível e ser pouco poluente.

Confira o visual desta nova picape na galeria.

Atolado em Marte

terça-feira, janeiro 26th, 2010

O Spirit Rover tem seis rodas e um braço mecânico. A foto acima foi feita num cenário marciano simulado

 Atolar na areia fofa é uma situação nada fácil. Para sair dela, é preciso ser muito bom motorista e ter até uma dose de sorte. Agora, imagine passar por isso em um planeta estranho e distante.

É o que está acontecendo com o Spirit, um dos dois veículos enviados para explorar a superfície de Marte pelos Estados Unidos há cerca de seis anos. Ele está parado desde o dia 16 de dezembro, apesar das inúmeras tentativas que os técnicos já fizeram para colocá-lo em movimento.

Com 174 kg de peso e tração em todas as suas seis rodas, o Spirit mede 1,6 metros de comprimento e tem 1,5 metros de altura. Ele é movido a eletricidade, por meio de baterias que são recarregadas por painéis solares. Para fazer suas pesquisas, ele carrega uma câmera panorâmica e vários instrumentos científicos. Tem, também, um braço mecânico, para colher amostras de terra ou pequenas pedras.

Uma dificuldade para manobrar o Spirit é que a distância entre a Terra e Marte é tão grande que um comando enviado para lá demora mais de três minutos para chegar. E as imagens e informações sobre o que aconteceu depois disso, levam outros três minutos e pouco para retornar ao “motorista†responsável por ele. Por isso, tudo tem que ser feito muito devagar: na última manobra tentada, o jipe marciano foi movimentado cerca de seis centímetros apenas. Haja paciência!

O Spirit já tinha atolado outras vezes em Marte, mas nenhuma foi tão séria como agora. Ele já tinha um problema em uma de suas seis rodas e, por isso, há algum tempo, só andava de marcha a ré. Agora, mais uma roda deixou de funcionar e ele só conta com quatro para impulsioná-lo.

A maior preocupação, no momento, é que o inverno marciano está chegando e, com isso, pode haver pouco sol para recarregar as baterias e o Spirit pode ficar totalmente sem energia. Por isso, alguns cientistas acham que, mais importante do que movimentar o jipinho espacial imediatamente seria mudar a posição dos painéis que captam a luz do sol, para ficar melhor expostos a ela nos próximos meses, aguardando o próximo verão para tentar conseguir se movimentar.

Híbridos: os carros que vêm por aí

quinta-feira, dezembro 31st, 2009

Os carros híbridos ainda são raros e, no Brasil, praticamente ainda não existem. Mas falar deles está na moda e, mais cedo ou mais tarde, eles chegarão por aqui.

Portanto, é bom saber o que são e quais as suas vantagens.

VW L1 Concept - um híbrido para daqui a poucos anos

Existem vários tipos de carros híbridos, mas todos têm uma coisa em comum. Eles usam dois tipos de motores: um motor a combustão, que pode ser movido a gasolina, álcool, diesel ou gás e um ou mais motores elétricos.

A principal vantagem dos carros híbridos é diminuir o consumo de combustível, o que ajuda a diminuir a poluição do ar. Eles são muito mais econômicos e prejudicam menos o ambiente do que os carros normais.

Todos os carros híbridos têm três componentes obrigatórios: o motor a combustão, o motor elétrico e as baterias. A maioria deles também tem um sistema que aproveita a energia do movimento (energia cinética) nas descidas ou quando o carro é freado para gerar eletricidade.

Esquema de funcionamento de um carro híbrido

Existem dois tipos de carros híbridos, dependendo do jeito como eles funcionam: o primeiro é chamado de híbrido paralelo, o outro é o híbrido em série.

Híbrido paralelo

Este tipo de híbrido pode andar só com o motor elétrico, só com o motor a combustão ou com os dois ao mesmo tempo.

Híbrido em série

Os híbridos em série são movidos apenas pelo motor elétrico. Neles, o motor a combustão não está ligado às rodas e funciona só para mover um gerador que produz a eletricidade que vai direto para o motor elétrico ou para as baterias.

Plugin

Em alguns tipos de carros híbridos, dá para carregar as baterias usando uma tomada, como se faz com os telefones celulares, notebooks, games e outros aparelhos eletrônicos. Uma vantagem deles é que, normalmente, fica mais barato carregar as baterias assim do que usando combustível.

Outra vantagem é que dá para deixar as baterias carregando durante a noite, na garagem, ou quando o carro fica parado bastante tempo, num estacionamento. Assim, quando o motorista sai, está com as baterias completamente carregadas.

Motores elétricos x motores a combustão

quinta-feira, dezembro 31st, 2009

Motores a combustão funcionam melhor em rotações elevadas e constantes

Motores elétricos têm muita força em baixa rotação

Uma vantagem dos motores elétricos é ter bastante força em baixa rotação. Por isso, eles são bons para quando o carro arranca. Como a força deles não muda muito com a rotação, eles normalmente não precisam de uma caixa de mudanças para movimentar o carro.

Já os motores a combustão funcionam melhor a uma rotação mais elevada. Por isso, eles gastam menos combustível quando andam na estrada, em velocidades constantes.

Para manter o motor a combustão na rotação ideal, é preciso usar engrenagens diferentes conforme a velocidade do carro. É por isso que o motorista tem que fazer mudanças, a não ser que o carro seja automático.

O conjunto dessas engrenagens forma se chama transmissão.

A importância das baterias

quinta-feira, dezembro 31st, 2009

Baterias modernas são leves e duram mais

Carros elétricos e híbridos não são uma invenção nova. Eles existem há mais de cem anos.

Eles só não ficaram populares, apesar das vantagens que têm, porque não existiam baterias leves e potentes para movimentá-los. As baterias antigas eram feitas de chumbo, que é um metal muito pesado e não conseguiam armazenar muita energia – ficavam logo descarregadas.

Um tipo de bateria muito usado atualmente é o mesmo que se encontra nos telefones celulares, chamado de íon-lítio.

O primeiro híbrido

quinta-feira, dezembro 31st, 2009
Lohner-Porsche

O híbrido feito por Porsche no século 19 tinha quatro motores elétricos

O primeiro automóvel híbrido foi o Lohner-Porsche, fabricado em 1898 .

 Ele era movido por quatro motores elétricos, que eram montados dentro das rodas. As baterias eram carregadas por um motor a gasolina.  

 Quem projetou esse carro foi o engenheiro alemão Ferdinand Porsche, que depois ficou famoso por construir o primeiro Volkswagen, que aqui no Brasil ficou conhecido como Fusca. Mais tarde, ele começou a fabricar carros esportivos com o seu próprio nome.

VW Up! Lite – um híbrido recordista

sexta-feira, dezembro 25th, 2009

Quando anda só com o motor elétrico, o Up! Lite fecha a grade para melhorar a aerodinâmica

Quem pensa no futuro, pensa em carros híbridos. Mas este não é apenas mais um híbrido. Ele se chama Up! Lite e é o carro de quatro lugares mais econômico do mundo.

 O Up! Lite foi criado pela Volkswagen e pode rodar até 41 quilômetros com apenas um litro de óleo diesel.

Ele tem um motor elétrico, combinado com um motor diesel turbo e uma transmissão com sete marchas.

Para ser econômico assim, ele é bem leve, todo feito de alumínio e fibra de carbono. E tem um desenho bem aerodinâmico, que atravessa o ar com facilidade. Ele foi pensado para ser usado principalmente nas cidades, mas também anda bem nas estradas, a até 160 km/h.

Aproveitando o embalo – O Up! Lite pode andar só com o motor diesel mas, quando arranca, usa também o elétrico. O motor elétrico também ajuda quando ele precisa de uma força extra, numa subida ou na hora de ultrapassar outro carro na estrada.

Nas descidas e quando o motorista tira o pé do acelerador, o motor diesel desliga e o elétrico passa a funcionar como gerador de eletricidade, aproveitando o “embalo†do carro para carregar as baterias.

O carro também pode andar só com o motor elétrico por distâncias curtas.

Uma curiosidade do Up! Lite é que ele fecha a grade da frente quando está andando só com o motor elétrico. Como nesse caso não precisa de refrigeração, fica ainda mais aerodinâmico e econômico.

Para conhecer melhor este carro do futuro, que pode começar a ser fabricado de verdade dentro de poucos anos, dê uma olhada na galeria.

A reinvenção da roda

quarta-feira, novembro 25th, 2009
Rodas elípticas em ação na neve. O desenho é de uma revista de 1949

Rodas elípticas em ação na neve. O desenho é de uma revista de 1949

A roda foi inventada há alguns milhares de anos e, para a maioria das pessoas, é difícil pensar em modificar sua forma básica, o círculo.

Há pouco mais de 60 anos, porém, um inventor descobriu que rodas com formato de elipse podem ajudar bastante para andar na neve, lama ou areia. Impressionado com as dificuldades enfrentadas por exploradores da região ártica, o engenheiro John Kopczinski imaginou uma forma de fazer as rodas “caminharem”, em vez de simplesmente rodarem.

Seu sistema é simples e usa dois pares de rodas com forma de elipse, que se alternam apoiando e impulsionando o veículo ao mesmo tempo.

Dá impressão que o veículo anda aos pulos mas, como as rodas de apoio e tração são montadas em X, ele acaba rodando de forma tão suave como se usasse rodas normais. E sem atolar.

A idéia não chegou a ser explorada comercialmente mas pelo menos um protótipo de reboque usando o método de Kopczinski foi construído pelo exército norte-americano. O veículo pode ser visto numa foto publicada, na época, pela revista Life. Confira na galeria.

 

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